Taxa Interna de Retorno: controvérsias e interpretações

José Carlos Barbieri, Antonio Carlos Teixeira Álvares, Claude Machline

Resumo


Este artigo mostra que a Taxa Interna de Retorno (TIR) apresenta diversos pontos polêmicos, para os quais
ainda não há pacificação à vista. Como será mostrado na maioria dos casos, a TIR não representa uma medida
correta do retorno do investimento. Somente nos casos onde ocorrem fluxos convencionais, que se caracterizam
por um desembolso inicial e um recebimento final, a TIR representaria o retorno sobre o capital investido. Estes
fluxos são típicos de certas aplicações financeiras, mas raros no âmbito dos projetos das áreas de produção e
operações. Os fluxos de caixa intermediários, que ocorrem com muita freqüência em projetos dessas áreas, retiram
da TIR a condição de medida de retorno sobre o investimento. Este trabalho tem por objetivo oferecer uma
interpretação mais adequada para o fenômeno das múltiplas taxas de retorno, possíveis de serem encontradas
nos fluxos de caixa não convencionais e validar a taxa interna de retorno modificada (TIRM), como indicador
mais aceitável para estimar a taxa de retorno de um projeto de investimento convencional. Por fim, o artigo
mostra que para certos fluxos de caixa não convencionais, na qual há múltiplas soluções para a TIR, mesmo a
TIRM carece de significado financeiro.

Palavras-chave: Engenharia Econômica; avaliação de projeto; análise de fluxo de caixa; taxa interna de retorno;
taxa de reinvestimento; taxa interna de retorno modificada.

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DOI: https://doi.org/10.15675/gepros.v0i4.184

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