Inovações em serviços: adoção do Just in Time pela rede varejista Zara

Roberto Minadeo

Resumo


A Toyota alcançou recentemente a liderança do mercado mundial de automóveis em número de veículos – sendo que os seus pioneiros sistemas produtivos foram adotados em um número cada vez maior de setores da Economia. Ao mesmo tempo em que a Toyota vem obtendo esses resultados consistentes há décadas, em vários países, assistiu-se recentemente às graves dificuldades financeiras de duas centenárias montadoras norte-americanas: GM e Chrysler, sendo que a primeira conhece os sistemas produtivos da Toyota há mais de vinte anos, pois esta ingressou nos EUA, justamente em parceria de nome NUMMI, na Califórnia, com a GM. Ou seja, não existem segredos que tenham sido escondidos nem que não pudessem ter sido transferidas a outras unidades da GM – tanto que esta criou a fábrica de Gravataí, RS, nos mais ortodoxos moldes da gestão japonesa. Um dos sistemas da Toyota que tem merecido destaque é o Just in time (JIT). Porém, a utilização dessas técnicas no setor de serviços em geral e no varejo em particular, apresenta maiores dificuldades – em função de diversas complexidades na cadeia de suprimentos. O presente artigo visa apresentar uma empresa varejista que adotou essa técnica associada à própria Toyota, e que passou a apresentar um importante diferencial competitivo justamente em sua rapidez na introdução de novos modelos de roupas, e em sua rápida exposição em sua rede de lojas – resultados que se devem à introdução do JIT. Em 2007, a Zara ultrapassou a sueca H&M, tornando-se a segunda maior do mundo. Nos anos seguintes, em que pese a crise, a Zara continuou crescendo globalmente, enquanto que a GAP continuava com diversos problemas; assim, portanto, diminuiu-se a diferença entre as duas líderes mundiais em confecções – não faltando analistas apontando uma tomada de liderança pela Zara em breve período de tempo.

Palavras-chave: Varejo; Just in Time; Gerência de Produção; Gestão de Negócios Internacionais; Mercado internacional de confecções; Estratégia empresarial.


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DOI: https://doi.org/10.15675/gepros.v0i1.420

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