Marketing para produtos da Reforma Agrária o Arroz Agroecológico de Lagoa do Junco (RS)

Cristiane Betanho, Farid Eid

Resumo


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem buscado legitimar suas ações de várias formas.
Um meio é a oferta da produção dos assentamentos à sociedade. Assim, agricultores assentados organizam-se
em cooperativas e associações, buscando produzir e comercializar, sem esquecer o caráter solidário dos empreendimentos.
Entretanto, boa parte da produção (geralmente matérias-primas e produtos in natura com baixo
valor agregado percebido) têm sido comercializados via atravessadores ou terceiros, que agregam valor e, conseqüentemente,
apropriam-se dos sobrevalores gerados por essa atividade. O presente trabalho, excerto de tese
de doutorado a defender, apresenta um breve apanhado da realidade de produção e comercialização de um
empreendimento criado e administrado por assentados, oriundos de processos de reforma agrária, coordenado
pelo MST, no Rio Grande do Sul. Objetiva refletir sobre os desafios do processo de entender o que é valor para o
cliente e agregar valor a ofertas sob a ótica societal. Busca-se, a partir dos resultados, pensar em caminhos para
fortalecer essa experiência bem-sucedida, com vistas à reaplicação para outros assentamentos no Estado e no
Brasil, ao mesmo tempo que se contribui com experiências para a consolidação da Economia Solidária, como
alternativa para melhorar a distribuição de renda no país.

Palavras-chave: Marketing Societal; Economia Solidária; Alimentos Orgânicos; MST; Cooperativas.

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DOI: https://doi.org/10.15675/gepros.v0i4.180

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