Desenvolvimento de competências com jogos de empresas: pesquisa de opinião em um experimento com alunos do ensino técnico

Bruna Ferreira Jungles, José de Souza Rodrigues, Sheila Farias Alves Garcia

Resumo


O presente estudo teve por objetivo compreender quais são os atributos de competência mais utilizados pelos participantes de simulações empresariais durante o processo de tomada de decisão, segundo a opinião dos alunos. A amostra foi formada por 33 estudantes do ensino técnico em Administração, que responderam, inicialmente, um questionário de mapeamento de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes). Após 7 rodadas de um jogo de simulação, os participantes responderam novamente ao questionário, pontuando o quanto cada um dos atributos de competência havia sido importante durante o processo de tomada de decisão. Os resultados evidenciaram que as competências mais utilizadas pelos estudantes durante a simulação foram aquelas relacionadas às dimensões habilidades e atitudes. Além disso, observou-se que o instrumento levou o aluno a refletir sobre suas competências e habilidades, incentivando-o a prestar atenção em como pensa e toma decisão. É provável que isso o tenha estimulado a pensar o exercício com o jogo como uma forma de estimular e desenvolver as habilidades e atitudes presentes no instrumento, bem como adquirir novos conhecimentos sobre o processo gerencial das empresas. Como limitações do estudo, apontam-se a utilização de um grupo pequeno de participantes e o fato de que os dados obtidos no experimento resultaram de um processo de autoavaliação. Recomenda-se que, em estudos futuros, sejam ampliados os tamanhos das amostras e realizadas simulações e avaliações em grupo para efeito de comparação com os resultados obtidos nesta pesquisa.


Palavras-chave


Simulações Empresariais; Mapeamento de Competências; Aprendizado.

Texto completo:

PDF

Referências


AMARAL, R. M. Desenvolvimento e aplicação de um método para o mapeamento de competências em inteligência competitiva. 2006. 209 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2006.

AMARAL, R. M.; GARCIA, L. G.; FARIA, L. I. L.; ALIPRANDINI, D. H. Modelo para o mapeamento de competências em equipes de inteligência competitiva. Ciência da Informação, n. 37, v. 2, p. 7-19. 2008.

BURCH JUNIOR, J. G. Business games and simulation techniques. Management Accounting, n. 51, v. 6, p. 49-52. 1969.

FARIA, A. J. Business simulation games after thirty years: current usage levels. In: GENTRY, J. W. Guide to Business Gaming and Experiential Learning, New Jersey: Nichols/GP, 1990, p. 36-47.

FARIA, A. J.; WELLINGTON, W. J. Validating business gaming: business game conformity with PIMS findings. Simulation Gaming, v. 36, n. 2, p. 259-273. 2005.

FLEURY, M. T. L.; FLEURY, A. C. C. Construindo o conceito de competências. Revista de Administração Contemporânea (RAC), v. 5, p. 183-196, 2002.

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 192 p.

GOLDSCHMIDT, P. C. Simulação e jogo de empresas. Revista de Administração de Empresas, 17(3): 43-46, maio/jun. 1977, Rio de Janeiro.

HERNANDEZ-LARA, A.B., SERRADELL-LOPEZ, E., Do business games foster skills? A cross-cultural study from learners’ views. Intangible Capital, v. 14, n. 2, p. 315-331, 2018.

HÜBL, A.; FISCHER, G., Simulation-based business game for teaching methods in logistics and production. 2017 Winter Simulation Conference, Proceedings…, 2017.

MARQUES, P. A.; PESSOA, M. P. S.; SAUAIA, A. C. A. Jogos de Empresas e a aprendizagem de gestão: Uma aplicação com indicadores de desempenho de valor agregado. Anais Eletrônicos XI SIMPEP. Bauru. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2018.

MORAIS, C. M. Escalas de medida, estatística descritiva e inferência estatística. Instituto Politécnico de Bragança. 2005. Disponível em: < http://www.ipb.pt/~cmmm/conteudos/estdescr.pdf>. Acesso em: 27 mar. 2018.

OBLINGER, D. G. The next generation of educational engagement. Journal of Interactive Media in Education, 8, p. 1-18, 2004.

SANTOS, M. R. G. F.; LOVATO, S. Os Jogos de empresas como recurso didático na formação de administradores. RENOTE, v. 5, n. 2, 2007.

SAUAIA, A. C. A. Satisfação e aprendizagem em jogos de empresas: contribuições para a educação gerencial. 1995. 100 f. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo/SP.

SOLOMON, M. R. O comportamento do consumidor. 11. ed. Porto Alegre: Bookman, 2016. 608 p.

WELLINGTON, W. J.; FARIA, A. J.; WHITELEY, T. R. Consistency in simulation performance over time and across simulation games. Developments in Business Simulation and Experiential, v. 24. 1997.




DOI: https://doi.org/10.15675/gepros.v14i3.2619

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Revista GEPROS

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons

Está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

e-ISSN: 1984-2430
GEPROS. Gest. prod. oper. sist., Bauru, São Paulo-SP (Brasil).

Departamento de Engenharia de Produção da Faculdade de Engenharia da UNESP - Bauru

Av. Eng. Edmundo Carrijo Coube, n° 14-01 Fone: 55-14-3103-6122